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Entenda o que é pneu run flat e como funciona!

Escrito por Fabricio Valente

Segurança e confiabilidade. Geralmente, esses são os principais critérios na mente do consumidor durante a análise de itens para seu carro. Pois bem, foi pensando nisso que enxergamos a oportunidade de abordar uma tecnologia que está começando a se popularizar no mercado: o pneu run flat.

Mas, afinal de contas, o que faz essa solução ser tão importante e vantajosa para o consumidor? Esse é o tipo de curiosidade que responderemos neste artigo, em que explicamos estrutura, funcionamento, vantagens e desvantagens desse produto para o consumidor. Portanto, não perca tempo e acompanhe!

O conceito do pneu run flat

Primeiro, examinamos o termo. Run flat é uma expressão inglesa que — ao pé da letra — pode ser traduzida como rodar plano. Tecnicamente, trata-se de um pneu que pode ser perfurado e, ainda assim, continuar circulando, garantindo um intervalo de quilometragem para que o condutor encontre uma oficina e substitua o componente.

Para tanto, os pneus run flat são construídos em uma estrutura que os permite rodarem vazios, sem que a despressurização causada por um rasgo ou furo prejudique a dirigibilidade. Mas como isso é possível? Dê uma olhada!

As principais características dessa tecnologia

O maior segredo dos pneus run flat está em sua construção. Basicamente, são compostos por paredes reforçadas. Por conta disso, esses pneus podem ser completamente esvaziados e, ainda assim, terem condições de continuar rodando.

No entanto, isso não significa que eles são peças sólidas e de durabilidade infinita. Na realidade, o principal parâmetro na catalogação de um pneu run flat é que ele cumpra um requisito básico após sofrer o dano estrutural: permitir a rodagem por mais 80 km de distância, em uma velocidade máxima de até 80 km/h.

Nessas condições, o motorista tem aproximadamente uma hora de autonomia para encontrar a oficina mais próxima. Inclusive, essa é uma curiosidade importante sobre a tecnologia. No mercado, é uma prática padrão de que os modelos equipados com pneus run flat não recebam um estepe.  

O funcionamento do pneu run flat

A melhor forma de ilustrar o funcionamento dessa tecnologia é comparar com os pneus convencionais. Com um jogo de pneus comuns, a perfuração é imediatamente notada pelo motorista, já que a despressurização faz com que a estrutura do pneu se deforme sobre o peso do carro — prejudicando a dirigibilidade.

Se repetirmos o mesmo cenário, mas com um pneu run flat, não haverá a deformação. Afinal de contas, as paredes reforçadas suportam o peso do carro, impedindo que a estrutura do componente seja danificada. Mas, obviamente, tudo tem limites, já que as paredes são projetadas para suportar essas condições por, no máximo, 80 km a uma velocidade de até 80 km/h.

As principais vantagens e desvantagens dessa tecnologia

Com toda certeza, a maior qualidade do run flat é sua confiabilidade. Até porque nunca se sabe quando você ficará no meio do nada, precisando trocar um pneu. Com essa tecnologia, esse risco se torna improvável, já que mesmo após a perfuração você terá alcance suficiente para garantir a segurança da sua viagem.

No entanto, nem tudo são flores! Isso porque os run flat não podem ser colocados em qualquer carro e, geralmente, só são compatíveis com aqueles modelos que já vêm equipados com a solução de fábrica. Além disso, eles têm maior valor de mercado — por conta da tecnologia empregue em sua construção.

Então, você gostou deste artigo apresentando as principais curiosidades sobre o pneu run flat? Aproveite o nosso convite para se manter antenado no segmento automotivo, assinando a nossa newsletter!

Sobre o autor

Fabricio Valente

Publicitário, Empreendedor, Corretor de Seguros e Sócio Proprietário da Valente Seguros. Atua no mercado de seguros há mais de 20 anos prestando consultoria em seguros para pessoas físicas e jurídicas.

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